terça-feira, outubro 03, 2006

100.000 x 200

Nossa...nem me perguntem sobre o estado bestificado em que eu me encontrava esse fim de semana.
É, tudo por causa do acidente, aliás, o Maior Acidente Aéreo da História do Brasil.
Tudo muito trágico, tudo muito rápido, tudo muito desencontrado. Essa é uma coisa que não tem explicação e não adianta tentar ficar supondo, porque hipóteses podem nunca se confirmar e assim só vai aumentar o desespero daquelas pessoas que perderam seus amigos, entes queridos e etc, nesse acidente. O que já aconteceu, pois hoje, lendo o Estado de Minas, estava lá escrito que a identificação dos corpos pode levar de uma semana a dois anos. Não gosto nem de imaginar o suplício dessas pessoas.

Eu sempre tive um pouco de medo de avião, talvez pela grandeza, velocidade, imponência...não sei, nunca soube ao certo o porquê desse medo, mas toda decolagem era a mesma coisa: eu agarrada no braço do meu pai (é, eu sempre vou do lado dele...rs) e quase chorando de medo. Agora, mais do que nunca eu me questiono mais enfática do que eu sempre perguntei: "será que o avião é (ainda) o meio de transporte mais seguro ?".

Fiquei triste também por ter sido uma rota parecida com a que eu pegava, pois a minha era Manaus - São Paulo, e essa era para o Rio, mas de qualquer jeito saíam da minha cidade...
Muito triste pensar que a experiência de um piloto pode ter causado uma falha. Vou explicar melhor: as vezes, a vasta experiência dá uma falsa sensação de segurança e de que nada vai dar errado. 100 mil horas de vôo contra 200. Acabou dando. Impressionante.

Ficam aqui as minhas condolências e o meu mais profundo sentimento às famílias, amigos pessoas que perderam alguém no acidente, e às pessoas que estavam no avião.